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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

POEMA À CASA

casas# 4
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Estes muros são a nossa casa,

o modo austero de preservar

o tecto para as chuvas e o vento,

onde encontrar um refúgio, o alento

para dizer as palavras indizíveis.

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Aqui coabitamos com as dúvidas

que escondem um instante efémero,

uma noção solene do nosso tempo breve

para discorrer sobre os acasos.

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Transpiramos as sombras espessas

que chegam depois da exígua claridade

ofuscando o brilho dos nossos olhos

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para que o amanhã de novo se construa

por cima dos nossos restos da luz morta.

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- em "Causas de Habituação", em preparação