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quinta-feira, 3 de abril de 2008

A BORBOLETA

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HOMENAGEM À PRIMAVERA


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Borboleta bonitita versejando
sobre as flores do quintal
pôs os ovos numa couve -
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oh, céu, menina!,
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a beleza principal!...

domingo, 30 de março de 2008

POEMA JUNTO AO MAR

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A amiga sophiamar, administradora do blog a ver o mar, teve a gentileza de elaborar uma postagem sobre um poema meu e, mais, compor a cena com a minha fotografia e excertos de alguma da minha biografia patente no livro “Escritores Portugueses do Algarve”. O poema agora transcrito foi um dos que a Professora Ilena Gonçalves seleccionou para a citada antologia, editada pelas prestigiadas edições Colibri, em 2006. Aqui fica o poema, e o meu muito obrigado à sophiamar, pela cortesia.

JUNTO AO MAR

Sempre encontrei a plenitude na plenitude junto ao mar.
Talvez (e talvez seja a palavra imprecisa por excelência/
assim uma irremediável certeza na dúvida certa/
um latejar súbito apressado inquieto coração/
ao impulso da adrenalina/) talvez, dizia,
junto ao mar sinta eu o ruído da terra o mais profundo
confundindo-se com o do mar
e com este o do meu pulsar inquieto coração
que trago debaixo destes olhos de horizontes.

Junto ao mar, talvez (porque o mar foi – e é –
o princípio das coisas e se prolonga
por subsequente cadência ou consequente inércia)
talvez, dizia, tenha eu o inconsciente lampejo
de omnisciente consciência abarcando o todo
a terra e o mar, e o meu ser de água e pó,
a inconsciente consciência que traz a plenitude
que só encontro plenamente na plenitude junto ao mar.

E ele aí está – mar, ó mar que vens das raízes do sal/
que mantém em equilíbrio o desequilíbrio constante
do meu sangue/ mar onde se acalma o desassossego
dos meus dias inquietos/ mar onde descanso o olhar
olhando olhando apenas a tua imensidade ó mar.

Ou talvez apenas,
talvez
porque eu tenha nascido junto ao mar.

Poema originariamente publicado em "Como um Relógio de Areia", ed. Mic, 1988