BREVE PROPOSIÇÃO CONJUNTA
DE EINSTEIN E EU
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A lei da relatividade
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a grei da relativida?
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em POEMETOS I, ed. litoral, (esg)
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A memória do teu corpo é a paisagem dum tumulto
um cântico absorto antes de arrebatadas chuvas.
Traz o vestígio incandescente dos mares de levante
a ardência duma praia restituída de lembranças.
É uma semente a colorir os teus quadris de incenso
uma celebração ofegante sobre o umbral dum leito.
Relembro-o pela terra, os frutos, as formas macias
do respirar do vento como em teus olhos de alecrim.
E nunca hei-de renunciar ao seu apelo mágico,
para não desmerecer, num sonho, o teu pretérito.
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....Este poema pertence a "TRANSPARÊNCIAS",
....e segue na aquisição do meu mais recente livro,
...."ARABESCOS" (a título de oferta),
.....pelo preço global de 5 euros.
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........Ver postagem anterior (ou a de 1 de Março)
JOEL d´ ÁVILA
Usava o pseudónimo desde os tempos de estudante, em Coimbra, sempre que escrevia poesia ou a recitava,
Quando regressei, largos anos depois, voltei a encontrá-lo e fiquei a saber (também por amigos comuns), que durante esse tempo, fora um constante divulgador da minha poesia. O seu favorito era Poema para Hoje, escrito em 1963 (ou 64), mas que só viria a ser publicado quando regressei, num livro intitulado precisamente «POEMA PARA HOJE», há muito esgotado.
Declamava por toda a parte, fosse em almoços de antigos estudantes, ou colegas profissão, Casas de Fado, ou mesmo em Cafés e Tascas.
A sua voz e o seu arrebatamento, encantavam e empolgavam, principalmente em poemas de exaltação e incitamento à liberdade e à luta, como no muito extenso Poema para Hoje, que começa assim:
Vencer, ou morrer!
se mil vezes fincares os pés na terra -
norte da luta, pelo ideal vincado nas mãos.
Um tarde, num Café, começou a recitar-me uns versos.
Depois, ante o meu silêncio interrogativo, perguntou-me se eu não me lembrava deles. Disse-lhe que tinha uma vaga ideia que escrevera um poema algo semelhante, mas que se perdera, há muito, na minha ausência.
- O poema é teu! – exclamou ele.
Eu perdera-o, ele gravara-o na sua mente! E aqui o publico, como singela homenagem a um grande amigo, que a morte, cedo, levou.
Negros sãos teus cabelos louros
amarelos também teus olhos cinza
de branco tingirei minha alma gris
o verde intenso dos teus seios
o rosa velho dos teus lábios
e me fica tão bem a alma azul
os tons variados do arco-íris
................em promoção..
livros.ARABESCOS + TRANSPARÊNCIAS - 5 euros
conforme postagem anterior
..................e aqui veio cair
..
........um pássaro inteiro
as asas abertas ao calor da terra
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....Poemeto de abertura para Poemetos II (em preparação)
Em que outro gesto..... de ver..... olhando
ó terra..... ó pedra obscura..... quando
Em que país...... ou febre...... ou fogo
certeza certa...... miragem...... logro
És sonho..... és vento...... espuma d`água
raiz do nada...... escolho...... ou fraga
ou te não vejo..... de tanto olhar
neste país..... na praia limpa..... neste mar
Acorda...... Luz...... A noite olvida
Dou-te uma flor..... meu sonho..... a vida
.
Pobre irmã mosca, triste insecto díptero, abundante de olhos
para não ver a teia, para não respirar as trevas à luz do dia!
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Como eu te invejo, mas martirizo com vidros transparentes
azuis-brancos, imitações de fruta, aromas a romã, outras sinais
com que perdes a cabeça e ganhas o engenho da cópula,
nas lides, nas tardes chãs de apenas buscar a seiva árida!
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Ah, minha querida mosca, meu devaneio de ser homem
com olhos dentro dos olhos, para ver outras realidades, cores,
dimensões que tu nunca mediste, na tua inocência agrária
de apenas medir o tamanho do teu voo, das tuas patas ágeis
para desembarcar nos espaços nus onde reina a tranquilidade
um lugar para existir devagar sobre as coisas que são as tuas
onde encontrar outra mosca irmã, para completar a crónica.
em Terrachã, ed. AJEA
O meu livro de poesia “Os Sinais da Terra”, foi proibido pela Censura/Pide, em 1962, pouco tempo depois de ter saído.
Dimensões do quadro em Exposições: 40x24
Arranjo gráfico de Francisco L.
Este quadro tem suscitado comentários muito interessantes. Mas deixo-vos um desafio: Há pelo menos mais um elemento patente na gravura e que ainda não foi aflorado. (1 de Agosto)
(4 de Agosto) - O VOO DO OVO (o pássaro que somos),suscitou variados comentários dos visitantes deste blog.
Na generalidade, eles foram no sentido de interpretar o quadro. Assim, muitos dos meus estimados leitores referiram as cores (implícita ou explicitamente, do arco-íris), o ovo, o voo (dum pássaro) e a terra. Obviamente o castanho não é uma cor do arco-íris e é geralmente conotada com a terra. A terra onde (ou donde) nasce o ovo, para dar as asas (dum pássaro) e subir atravessando as cores do arco-íris, até ao azul (de imediata conotação com o céu). Mas… não nascemos nós próprios dum ovo, na terra! E quem, de nós, não passou por todas as cores (com todas as conotações que isso possa ter)?
Aspiramos ao azul (não será esse o símbolo da plenitude: o céu, o grande mar, onde reina a tranquilidade e a pureza?) E então as asas? E este foi o desfio que lancei, a um dado momento: mal atingimos o azul, ou estamos em vias de fazê-lo, já as nossas asas começam a pender, a descair… a curvar-se… para a terra, o mar, onde tudo recomeça.
Inexoravelmente.