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terça-feira, 6 de novembro de 2012

POEMA A ESTA CERTEZA

É esta certeza que o tempo intercepta
– grave rumor do salgueiro ao vento
vento rumor próprio do tempo.

É esta certeza que o rio desenha
na água o vidro....no fundo a sombra
sombra da sombra que se faz na água.

É esta certeza que o vento impele
na água a folha ....no fio do tempo
tempo do tempo que o rio engendra.

É esta certeza que o rumor acende
e deixa no ar redemoinhos
círculos de vento que o vento leva.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O EDIFÍCIO DAS PALAVRAS

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..........O edifício das palavras,
..........o projecto inerente à ideia
..........e aos degraus da leitura,
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..........o processo linear dos sons
..........e dos afectos
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..........um pouco de embriagues
..........para questionar as sombras e a luz
.
..........eis a explosão programada
.
..............o poema
.
..........a desobediência aos mistérios
..........no desassossego e na emoção
..........de dizer o indizível
-
..........à luz do dia.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

POEMA À MIRAGEM

............
.....Este dia é apenas uma miragem
.....restos de sombras, sombra.

.....Dos seus beirais caiem fugidias ruas
.....em estilhaços sobre o lancil da luz,
.....pedaços de memórias, ruínas
.....de palavras nunca ditas.

.....Tudo é silêncio e névoa
.....nas grandes viagens transcendentais
.....ao coração matinal dos pássaros, à núbil
.....ciência abstracta dos insectos.

.....Imagem que se desfaz em imagens
.....de pólen, circunscrito a um lugar
.....cada vez mais longínquo


.....que se ateia e logo morre
.....em nossas mãos.

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..............inédito