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terça-feira, 25 de setembro de 2012
A CINZA DA TARDE
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
POEMA A PIERRE CURIE
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
POEMA A UM MENIR
* Grato também pela preciosa colaboração de F. Castelo, que também remete para o seguinte link, sobre o assunto: aqui
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
OS CAMINHOS DA VIDA
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Poema aos Condenados
nem era possível fitar o caminho passado
com a alegria de o ter vencido.
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Agora todo o arco do céu se recobria das suas cores nítidas
com fantasmas de luz fátua, constelações austeras,
andrómeda e hidra,
ainda o mesmo mistério obscuro
calava as serpentes de sedução que se enroscavam nas árvores,
à beira da mais pura lídima transgressora alegria.
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As póstumas metáforas de sol dardejavam desejos imprecisos,
obsessões ímpias, espectros.
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Soava uma melodia melancólica que anunciava o principio do fim,
como se ouvíssemos um piano moribundo indo para os graves.
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Agora tudo se resumia a um espasmo de nocturnas
efémeras mariposas despedaçadas ao calor do dia claro,
amaldiçoando os regressos da luz,
a luz coada etérea das estrelas que para sempre brilham nos céus
e que espalham os seus ocasos imperceptíveis vagarosos,
nos olhos dos condenados.
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Inédito
terça-feira, 21 de setembro de 2010
O EDIFÍCIO DAS PALAVRAS
..........o projecto inerente à ideia
..........e aos degraus da leitura,
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..........o processo linear dos sons
..........e dos afectos
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..........um pouco de embriagues
..........para questionar as sombras e a luz
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..........eis a explosão programada
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..............o poema
.
..........a desobediência aos mistérios
..........no desassossego e na emoção
..........de dizer o indizível
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..........à luz do dia.
domingo, 29 de junho de 2008
poema às memórias
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São as memórias que sustentam
num exercício renovado de mistérios lentos
anunciadores dos sonhos.
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Vivem em nichos vagabundos
perto do ruído das ruínas,
longe dos rios que não descansam
no ombro da margem
num tempo para fruir a leveza dos malmequeres
abruptos dos caminhos.
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Acendem-se noutras memórias
e refazem os aromas antigos,
as cores redundantes
da paisagem que flui, .já ontem.
Um dos meus poemas que saiu no nº 11 da série DiVersos, (colectivo) edições Sempre-em-pé, Verão de 2007.
Também com a chancela das Edições Sempre-em-pé vão ser apresentados o nº13 da série DiVersos e, ainda, os livros “Gloria Victis”, de Carlos Garcia de Castro e “Rio Abaixo, Rio Acima”, de Tobias Burghardt, edição bilingue português-alemão, com tradução de Maria de Nazaré Sanches, na Casa Fernando Pessoa, Campo de Ourique,
Mais informações:
sexta-feira, 20 de junho de 2008
poema ao verão
POEMA AO VERÃO
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Vem ....Verão.... com pétalas de sol zunindo
a tarde ameaçada pelo incêndio da noite
súbita de harmonias, rasgada de ocultas aves
ciciando a espuma translúcida dos olhos,
devorada de penumbra.
Vem.... Verão.... coberto de sonhos rente ao rio
exausto, de vermes apodrecido
sob o hálito fugidio das folhas secas
– de sol e mistério breve –
num harpejo de searas e semente.
as entranhas da terra grávida,
de secura e pólen amarela
em crepúsculos voando o inverno
num violino de cigarras.
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
O EDIFÍCIO DAS PALAVRAS
..........O edifício das palavras,
..........o projecto inerente à ideia
..........e aos degraus da leitura,
..........o processo linear dos sons
..........e dos afectos
..........um pouco de embriaguês
..........para questionar as sombras e a luz
..........eis a explosão programada
..............o poema
..........a desobediência aos mistérios
..........no desassossego e na emoção
..........de dizer o indizível
..........à luz do dia.
.............................inédito
quarta-feira, 25 de julho de 2007
POEMA AOS CONDENADOS
Já não era possível voltar atrás,
nem era possível fitar o caminho passado
com a alegria de o ter vencido.
Agora todo o arco do céu se recobria das suas cores nítidas
com fantasmas de luz fátua, constelações austeras,
andrómeda e hidra,
ainda o mesmo mistério obscuro
calava as serpentes de sedução que se enroscavam nas árvores,
à beira da mais pura lídima transgressora alegria.
As póstumas metáforas de sol dardejavam desejos imprecisos,
obsessões ímpias, espectros.
Soava uma melodia melancólica que anunciava o principio do fim,
como se ouvíssemos um piano moribundo indo para os graves.
Agora tudo se resumia a um espasmo de nocturnas
efémeras mariposas despedaçadas ao calor do dia claro,
amaldiçoando os regressos da luz,
a luz coada etérea das estrelas que para sempre brilham nos céus
e que espalham os seus ocasos imperceptíveis vagarosos,
nos olhos dos condenados.
Inédito
