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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A IDEIA DE NATAL e SAUDAÇÕES DE ANO NOVO de 2013


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Desejo 
a todos os meus fiéis leitores,
um Novo Ano de  2013,
pleno de alegrias e prosperidade!
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NATAL de 2012 
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A ideia de Natal é uma ideia em construção
uma casa comum de barro generoso
feito do sangue e da probabilidade duma cidade
cheia de luz, emergindo sobre um obscuro impulso
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num promontório temível que despedaça as águas
impelidas por vento que vem do chão.
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Evocar o Natal é uma ideia de harmonia
entre os naturais irmãos da terra, o decurso
duma semente que floresce
ao calor dum gesto sempre inacabado.
    .
Façamo-lo hoje, antes do cair da tarde
que se levanta em sombras sobre o dia morto
para que a manhã se abra aos pássaros
voando sobre as nossas cabeças em liberdade.

 .

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

MEMÓRIAS

MEMÓRIAS
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Ainda restam uns pedaços do sonho
porque os sonhos perduram para além do sonho
porque a tua lembrança acende todas as lembranças
porque outras imagens murmuram a tua imagem.
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É pois, o tempo das memórias,
da água que desliza sobre as águas
o vento que se dilui nos ares
a pedra petrificada restituindo a pedra.
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Restos de palavras que dizem outras palavras,
de alegrias que imitam a alegria,
de pequenos silêncios no vazio silente
irrepetível do sonho
que fez de ti a tua imagem em outrem,
despedaçando-se,
até vir o ágil mar do sono.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Poema aos Condenados

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Já não era possível voltar atrás,
nem era possível fitar o caminho passado
com a alegria de o ter vencido.
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Agora todo o arco do céu se recobria das suas cores nítidas
com fantasmas de luz fátua, constelações austeras,
andrómeda e hidra,
ainda o mesmo mistério obscuro
calava as serpentes de sedução que se enroscavam nas árvores,
à beira da mais pura lídima transgressora alegria.
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As póstumas metáforas de sol dardejavam desejos imprecisos,
obsessões ímpias, espectros.
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Soava uma melodia melancólica que anunciava o principio do fim,
como se ouvíssemos um piano moribundo indo para os graves.
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Agora tudo se resumia a um espasmo de nocturnas
efémeras mariposas despedaçadas ao calor do dia claro,
amaldiçoando os regressos da luz,
a luz coada etérea das estrelas que para sempre brilham nos céus
e que espalham os seus ocasos imperceptíveis vagarosos,
nos olhos dos condenados.

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Inédito

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

DILEMA

Dicionário de Citações # 1
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.....“Se alguma vez quisermos ter um pouco
.....de conhecimento de qualquer coisa,
.....é necessário separar-nos dela e olhar
.....apenas com a alma, as coisas em si mesmas
”
.....Sócrates


É preciso olhar as coisas com uma cuidada distracção
distanciamento quanto baste, fora do seu quadro de referências,
as imagens que correm, que corrompem outras imagens,
formando abstracções, outras realidades concretas,
da mesma cor dos estratos geológicos, lâminas sobre lâminas
horizontais, nas raízes movediças da terra.


Esta discrição permite ao raciocínio um perfeito raios x
capaz de ler noções como tempo, silêncio, drama,
o patamar incontestado dos segredos guardados em altas torres
só conhecidos dos iniciados na ciência dos magmas da terra.


E permite mostrar como é possível a serenidade comovente
de apenas olhar, sem paixão pelos gelos dos altos cumes,
desligado do fervor endémico de ver crescer o trigo
ou conhecer o imediato destino dum pássaro caído de asa
sem procurar as suas origens, o dilema de ser coerente.

inédito

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

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Lembranças
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Ainda restam uns pedaços do sonho
porque os sonhos perduram para além do sonho
porque a tua lembrança acende todas as lembranças
porque outras imagens murmuram a tua imagem.
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É pois, o tempo das memórias,
da água que desliza sobre as águas
o vento que se dilui nos ares
a pedra petrificada restituindo a pedra.
.
Restos de palavras que dizem outras palavras,
de alegrias que imitam a alegria,
de pequenos silêncios no vazio silente
irrepetível do sonho
que fez de ti a tua imagem em outrem,
despedaçando-se,
até vir o ágil mar do sono.
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em TRANSPARÊNCIAS, ed AJEA