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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
DILEMA
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.....“Se alguma vez quisermos ter um pouco
.....de conhecimento de qualquer coisa,
.....é necessário separar-nos dela e olhar
.....apenas com a alma, as coisas em si mesmas”
.....Sócrates
É preciso olhar as coisas com uma cuidada distracção
distanciamento quanto baste, fora do seu quadro de referências,
as imagens que correm, que corrompem outras imagens,
formando abstracções, outras realidades concretas,
da mesma cor dos estratos geológicos, lâminas sobre lâminas
horizontais, nas raízes movediças da terra.
Esta discrição permite ao raciocínio um perfeito raios x
capaz de ler noções como tempo, silêncio, drama,
o patamar incontestado dos segredos guardados em altas torres
só conhecidos dos iniciados na ciência dos magmas da terra.
E permite mostrar como é possível a serenidade comovente
de apenas olhar, sem paixão pelos gelos dos altos cumes,
desligado do fervor endémico de ver crescer o trigo
ou conhecer o imediato destino dum pássaro caído de asa
sem procurar as suas origens, o dilema de ser coerente.
inédito
segunda-feira, 14 de julho de 2008
poema a este fogo
terça-feira, 13 de maio de 2008
a pacificação
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A pacificação das massas
Concertados os adjuvantes, os catalisadores,
os adjudicadores da síntese que presidiu à ideia
.....o gume que se punha como o sol a pino
.....sobre o alto das nossas cabeças
nos tem vindo a re partir a alma em duas
o cu e o banco (à mesa) em dois.
até cima.
hoje exaustivamente medida
em todos os possíveis ângulos
sempre que a terra treme
ao longo da grande falha de S. Francisco.
que corre de norte para sul
e muito particularmente de ocidente para ocidente)
em "Poemas Satíricos e Outros" (Bodas de Prata), ed. Mic do Fernando Grade.