,

,
Mostrar mensagens com a etiqueta poema ao silêncio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta poema ao silêncio. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 15 de setembro de 2009

POEMA AO CONHECIMENTO

..
……….
.“Se alguma vez quisermos ter um pouco
…….
....de conhecimento de qualquer coisa,
……
......é necessário separar-nos dela e olhar
……......apenas com a alma, as coisas em si mesmas
”

.
…….
...Sócrates

.
.-
É preciso olhar as coisas com uma cuidada distracção
distanciamento quanto baste, fora do seu quadro de referências,
as imagens que correm, que corrompem outras imagens,
formando abstracções, outras realidades concretas,
da mesma cor dos estratos geológicos, lâminas sobre lâminas
horizontais, nas raízes movediças da terra.


Esta discrição permite ao raciocínio um perfeito raios x
capaz de ler noções como tempo, silêncio, drama,
o patamar incontestado dos segredos guardados em altas torres
só conhecidos dos iniciados na ciência dos magmas da terra.


E permite mostrar como é possível a serenidade comovente
de apenas olhar, sem paixão pelos gelos dos altos cumes,
desligado do fervor endémico de ver crescer o trigo
ou conhecer o imediato destino dum pássaro caído de asa
sem procurar as suas origens, o dilema de ser coerente.
.
inédito

terça-feira, 14 de julho de 2009

O TEMPO PASSA À FLOR DUM VIDRO

.

O tempo passa à flor dum vidro

transparente de angústias, de alegrias,

desfeito em silêncios, em ausências.

.

Só nos sustenta a frescura lhana

das manhãs, a brisa apolínea dos estios,

porque buscamos a nudez, a despojada luz

o sonho rupestre persistente das origens.

.

em "Transparências", ed. AJEA


quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

OS TEUS OLHOS

.

.

Os teus olhos perpetuavam a lembrança dos grandes rios

perpassando na bruma antiquíssima da montanha

e tinham o silêncio trémulo transparente das estrelas

que se extinguem ao clarim da aurora

.

Os teus olhos tinham a serenidade dos grandes dias

iluminando a cinza prateada das escarpas

na cor serena tranquila das memórias

que renascem ao clarim da aurora

.

Os teus olhos tinham o sussurro rumorejante das ervas

onde crescem os ventos ágeis da planície

a luz milenar da manhã primeira

que me acordou ao clarim da aurora.

.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

sábado, 17 de maio de 2008

poema ao pó

.

PÓ

..

.

Um dia acende-se o vazio do palco

cai o pano sobre o pó

.

evaporam as palavras dos teus olhos

.

um pássaro boceja à beira do tempo

.

depois

.

não haverá antes nem depois

apenas um silêncio

um perfume ecoando pelo vale

uma folha dolorida levada pelo rio.

.
Este poema é um dos que integram o livro "Transparências". .Este livro, editado pela AJEA (Associação dos Jornalistas e Escritores do Algarve), acompanha o recentemente publicado "Arabescos", pelo preço global de 5 euros.