,
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Recantos Ocultos
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
PROFESSAR ESTA LUZ
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
OS TEUS OLHOS
perpassando na bruma antiquíssima da montanha
e tinham o silêncio trémulo transparente das estrelas
que se extinguem ao clarim da aurora
Os teus olhos tinham a serenidade dos grandes dias
iluminando a cinza prateada das escarpas
na cor serena tranquila das memórias
que renascem ao clarim da aurora
Os teus olhos tinham o sussurro rumorejante das ervas
onde crescem os ventos ágeis da planície
a luz milenar da manhã primeira
que me acordou ao clarim da aurora.
.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
ASA
.
.....Poema ainda
........Ave e seta como a luz
........rasgando a bruma
.
.
........Lume sob a cinza
........Liberta asa
........que o arco ainda tenso
.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
.
Sem saber como nem donde
.
Sem saber como nem donde eu vinha,
enfiei os pés na água escorrendo daqueles olhos escuros
que fitavam a eternidade.
.
Estava o caminho recoberto de musgo, líquens sobre a pedra,
pedaços de ervas e árvores decaindo aos bolores do tempo.
Ao lado, uma bola prateada, redonda, rodava na roleta
e caía num poço
que se estendia às fragas da montanha
a avultar na minha frente,
derruindo.
.
Sinto um baque no barro do coração.
.
Amanhã virá a manhã a sair das trevas.
Sonho, logo ainda existo.
E é pelo sonho que resisto.
.
Mas não há maneira de sair dali.
O meu cérebro trabalha tão depressa como a seiva,
o coração da terra reclamando os seus mártires;
tanto mais que eu e ela nos aproximávamos tanto,
nos colávamos tanto na mesma visão de fogo e cinzas,
que eu comecei a perceber que não havia nada
como aquele calor
que me chegava ao sangue e me transformava num ser repleto,
saturado da ternura daquele momento,
daquela suprema verdade.
.
Bebi da água
que aos poucos ia dissolvendo o barro do meu coração.
Deixei correr as estradas, as estrelas,
os rios do mesmo deslumbramento.
.
Era dia, em todas as madrugadas da minha paixão.
.inédito