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terça-feira, 10 de junho de 2014

O FOGO DAS ESTRELAS


O fogo das estrelas arde e passa.

Dispersa-se.

Infiltra-se nos interstícios do vazio
só cheio de espaço e tempo.

Depois segue para o eterno
acendendo outras estrelas
como fazem os nossos pequenos gestos
de ser pensante -

processador dos símbolos 
da eternidade.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

PROFESSAR ESTA LUZ

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Professar esta luz, aceitar a eternidade dum sonho,
um fluido inquieto salpicado de murmúrios
que se constroem pela sua essência, em seu ovo
de intensidade latente, viva, de seu próprio fluido.
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Assistir à discreta cerimónia de ver arder o fogo
como quem ouve, ou julga ouvir num búzio o mar
e ater-se à tarefa inteira de respirar a paisagem,
a sua presença nua, o seu ofício perpétuo de cinzas. 
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Para isso habitaremos as casas, os seus tectos serenos
apenas perturbados pelo gelo amargo dos invernos
e só temos a interpretar o tranquilo perfil das árvores
para entender as suas flores e o seu silêncio.
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Em Terrachã, ed. AEA

domingo, 30 de maio de 2010

POEMETO


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O que fui, ainda sou;
o que não fui, sempre quis ser.
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É assim, este coração
a arder.
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em POEMETOS II, a editar