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segunda-feira, 30 de maio de 2011
Poema de "Por detrás das Palavras"
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
POEMETO
........Ave e seta como a luz
........rasgando a bruma
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........Lume sob a cinza
........Liberta asa
........que o arco ainda tenso
quarta-feira, 7 de abril de 2010
POEMA AO MAR
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Porque todo o texto literário tem a sua história, veio-me à ideia, revelar as razões que levaram à escrita do poema, desta postagem.
O facto poético que inspirou o texto, é dos domínios do reconto oral.
A estória é simples:
um velho almirante, de visita à cidade, pediu a um amigo para o levar ao Cabo de S. Vicente.
Aí chegados, com o esboço dum sorriso a bailar-lhe nos olhos durante uns instantes, o almirante olhou em silêncio a imensidade daquele mar redondo, e depois disse em voz contida e embargada:
– João... é a última vez que vejo este cão!...
Voltaram para Lagos e pouco depois, o velho lobo do mar morria.
.* * *
...
Olhava pela última vez o mar
porque ontem é a abstracção da ambiguidade
e a última vez já é hoje
no vácuo de ontem, sem sofisma ou bruma.
.
Olhava-o e sorria
não fora ele ainda uma criança
sem medos, sem o drama
de olhar o mar pela última vez.
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Aí nascera
sabia-o há milhões de anos
depois do colapso dos dias
.,
como o vento das searas
e a nuvem que esbate o céu
.
na onda que dissolve as noções de tempo
nos silêncios, na bruma da claridade
.
a abstracção de ontem
a última vez a ver o mar
em seu silêncio
.
o colapso do tempo
já hoje.
inédito
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
OS TEUS OLHOS
perpassando na bruma antiquíssima da montanha
e tinham o silêncio trémulo transparente das estrelas
que se extinguem ao clarim da aurora
Os teus olhos tinham a serenidade dos grandes dias
iluminando a cinza prateada das escarpas
na cor serena tranquila das memórias
que renascem ao clarim da aurora
Os teus olhos tinham o sussurro rumorejante das ervas
onde crescem os ventos ágeis da planície
a luz milenar da manhã primeira
que me acordou ao clarim da aurora.
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