,

,
Mostrar mensagens com a etiqueta ecos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ecos. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

AS VIBRAÇÕES DO AR

 ,
As vibrações do ar pronunciam a palavra  
num grito claro
de outras vozes, as nossas
-
que ressoam do interior de outros e de ontem
no seu próprio reverberar
.
como num rumor o silêncio audível
por cima do tempo breve que o prolonga
em muros persistentes
.
Mas dele se ouve apenas um eco
do interior processar das imagens
-
o nosso próprio reverberar de ecos
- processador de símbolos
.
inédito

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Poema de "Por detrás das Palavras"

 .
Oh, a minha tendência para ver na bruma
figuras acesas de intenso brilho
como estrelas na noite nítida, prodigiosas
de enigmas e pronúncios de duradoiro sol.

Sei de cor as suas feições cinzeladas
pela fria e opaca ilusão da claridade,
uma iluminura de símbolos, de búzios.

Apenas não aceito a sua persistente
aparição, os ecos sempre devolvidos
pelo muro das evidências claras
dum outro mundo de miragens genuínas.

em "Por detrás das Palavras", ed. Beco dos Poetas, S.Paulo, pp 21

terça-feira, 23 de novembro de 2010

CREPÚSCULO

 .
Anuncia-se num ciclo de crepúsculos efémeros
a velocidade do tempo, o seu fluir fantasmagórico
indiferente aos ecos, aos espasmos dos corpos.
 .
É o cerco usual das evocações extintas
em outras cerimónias de exaustão, fogueiras
transformadas em pedra, vestígios de vertigens.
 .
Ilumina as neblinas com um prelúdio de sinais
que escondem o rasto das coisas, o seu halo
redundante, como um violino voando ao vento.
 .
E esvanece a sedução dos tranquilos dias, na voz
duma espiral em desequilíbrio, na nudez das horas,
um pântano onde caem as pétalas duma flor vazia.
 .
em  "Por detrás das Palavras", edição MIC, Estoril, 2002, esg.
.
A 2ª edição está para breve, no Brasil.