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quinta-feira, 9 de agosto de 2012
MEMÓRIAS
sábado, 16 de junho de 2012
SEM TÍTULO 3
outra maneira de dizer o silêncio
é fechar a porta ao sonho
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inédito
vai para "POEMETOS", 3º Volume
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
OS CAMINHOS DA VIDA
domingo, 26 de dezembro de 2010
NO ANO 3000
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PARA TODOS OS MEUS ESTIMADOS LEITORES
sábado, 2 de outubro de 2010
POEMA AO PÓ
cheirar a pó. É um rumor inerte, um retrato
tangível de outras memórias perfurantes,
um vazio entre azuis e baços no chão da terra
gritando segredos abatidos ao silêncio ileso.
Praticar a ciência do pó é viajar pelos gelos
da montanha, um texto insondável de signos
sobre a água, reminiscência doutras águas
de apenas a cognição nua, virgem, das fontes
é desvendar a erosão, o murmúrio de colunas
gregas, efémeras, a inocente exaltação das aves
assim que o sol reacende a festa inadiável
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sem prólogo, divina, puríssima, demoníaca.
domingo, 26 de setembro de 2010
DESÍGNIO
terça-feira, 9 de setembro de 2008
À memória de Irene Silva
que foi dedicada companheira durante anos
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Retomemos o caminho de regresso
pela tarde que não volta ao lugar
donde partimos.
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Amanhã será noite.
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Nem o silêncio dirá a tua perda.
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Nem sequer a mesma árvore que se estende
pelas sombras até ao infinito.
Lírios e rosas não calam a memória
do tempo raso do retorno aos perfumes
que sopravam os teus olhos
em mar e serras.
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O horizonte acaba aqui:
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onde temos os pés
e a saudade.
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5 de Setembro de 2008 (entre Lisboa e Lagos)
sábado, 17 de maio de 2008
poema ao pó
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PÓ
..
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Um dia acende-se o vazio do palco
cai o pano sobre o pó
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evaporam as palavras dos teus olhos
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um pássaro boceja à beira do tempo
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depois
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não haverá antes nem depois
apenas um silêncio
um perfume ecoando pelo vale
uma folha dolorida levada pelo rio.
.quarta-feira, 16 de abril de 2008
É O VENTO A INTERPRETAR
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É o vento a interpretar o verdadeiro desígnio destes campos,
migalhas de pó que se transportam ondeando as ervas e os matos
para um tempo breve, onde dispor um incêndio, junto ao corpo
das excessivas lembranças, no anónimo exílio das cidades.
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a asa dum insecto que se recorta no azul perdurável da terra.
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o estorninho escondido dos olhares, desconfiado dos destinos.
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deste pastor imperturbável às formas fulgurantes do silêncio
que soa entre as árvores, o trânsito liberto, perpétuo, das seivas,
a exacta, útil degenerescência do conceito urbano de solidão.
em Terrachã, ed AJEA/2004
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
POEMA À MIRAGEM
.....Este dia é apenas uma miragem
.....restos de sombras, sombra.
.....Dos seus beirais caiem fugidias ruas
.....em estilhaços sobre o lancil da luz,
.....pedaços de memórias, ruínas
.....de palavras nunca ditas.
.....Tudo é silêncio e névoa
.....nas grandes viagens transcendentais
.....ao coração matinal dos pássaros, à núbil
.....ciência abstracta dos insectos.
.....Imagem que se desfaz em imagens
.....de pólen, circunscrito a um lugar
.....cada vez mais longínquo
.....que se ateia e logo morre
.....em nossas mãos.
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..............inédito