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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

MEMÓRIAS


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Ainda restam uns pedaços do sonho
porque os sonhos perduram para além do sonho
porque a tua lembrança acende todas as lembranças
porque outras imagens murmuram a tua imagem.
.
É pois, o tempo das memórias,
da água que desliza sobre as águas
o vento que se dilui nos ares
a pedra petrificada restituindo a pedra.
.
Restos de palavras que dizem outras palavras,
de alegrias que imitam a alegria,
de pequenos silêncios no vazio silente
irrepetível do sonho
que fez de ti a tua imagem em outrem,
despedaçando-se,
até vir o ágil mar do sono.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O FRIO DOS DIAS

 .
Do que eu falo
 .
Falo das pedras
falo dos passos
falo das noites
rente ao rio.
 .
Falo das coisas
falo das falas
falo das asas
de fogo e cio.
 .
Falo das folhas
falo da morte
falo do canto
de amor e frio.
.
Poema inicial de "O Frio dos Dias", esg.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

POEMA MUITO RITMADO

...........
............Musgo d’água.....
luz..... escuna d’ar
............em que país..... ou praia limpa..... ou mar


Em que outro gesto..... de ver..... olhando
ó terra..... ó pedra obscura..... quando


Em que país...... ou febre...... ou fogo
certeza certa...... miragem...... logro


És sonho..... és vento...... espuma d`água
raiz do nada...... escolho...... ou fraga


ou te não vejo..... de tanto olhar
neste país..... na praia limpa..... neste mar


Acorda...... Luz...... A noite olvida
Dou-te uma flor..... meu sonho..... a vida


Em "ARABESCOS"; edição litoral.
A ser apresentado no próximo Domingo, dia 24 de Fevereiro,
pelas 16 horas, em Artebúrguer, Praia da Luz, Lagos.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

.......
Lembranças
......
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Ainda restam uns pedaços do sonho
porque os sonhos perduram para além do sonho
porque a tua lembrança acende todas as lembranças
porque outras imagens murmuram a tua imagem.
.
É pois, o tempo das memórias,
da água que desliza sobre as águas
o vento que se dilui nos ares
a pedra petrificada restituindo a pedra.
.
Restos de palavras que dizem outras palavras,
de alegrias que imitam a alegria,
de pequenos silêncios no vazio silente
irrepetível do sonho
que fez de ti a tua imagem em outrem,
despedaçando-se,
até vir o ágil mar do sono.
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em TRANSPARÊNCIAS, ed AJEA