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sábado, 22 de janeiro de 2011
AS CORES DIZEM O TEMPO
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
POEMA LONGO
CIRCUNCICLO
....
I
por sobre todas as suas alucinações
e escombros
pelo delírio
que é a engrenagem fugidia do ar
e suas cores de incenso e fogo
pela vida e pela morte dos símbolos
e da roda simétrica de fortunas e ocasos
a roda que rola na roleta
o rolar lilás dum sonho.
Pela voraz decrepitude das formas
e suas deambulações sobre as águas
trazendo uma lágrima aos nossos olhos
e o esmorecimento ao fogo e ao incenso
que oscilou
entre a matéria e o frágil magistério
das essências
que povoam os ares
e que habitam o ardil das folhas das árvores
num rosto filtrando um raio de sol
uma migalha de luz
agitando o correr das águas
e se esbatendo sobre o limbo tranquilo
do rio
dentro do nosso sangue.
.
Pela veloz sincronia do tempo e das chuvas
chuvas de águas e pó
de vulcões ardendo no magma
interior dos nossos corpos
como um fogo emergindo das cinzas
cinza que fomos antes de ser fogo
anterior à ideia que temos do corpo
..
formatados ao rochedo da montanha
no móvel desafio das areias
e seduzidos à lama e ao barro
onde nascemos da afinidade do pó pelas águas
no seu ministério de construir ficções
de água e pó
.
e que fez antigas ânforas
de marinheiros e mitos
afundados no Egeu e em Creta
donde emergiram as nossas ficções
ou na longínqua noite
de ignoradas estrelas
que brilharam na infância do tempo
este é o homem que somos
um incêndio
desde a noite mágica dos sonhos
e como os deuses do barro caminhamos
por sobre o barro feito luz
o sonho dos deuses do barro que fomos
refeito em luz
no quotidiano ciclo dos fascínios
o fascínio de ir refazendo o quotidiano.
.
(...)
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(excerto do 1º CANTO, dum poema de 518 versos)
inédito
terça-feira, 11 de março de 2008
POEMA À MEMÓRIA DO TEU CORPO
ç
A memória do teu corpo é a paisagem dum tumulto
um cântico absorto antes de arrebatadas chuvas.
Traz o vestígio incandescente dos mares de levante
a ardência duma praia restituída de lembranças.
É uma semente a colorir os teus quadris de incenso
uma celebração ofegante sobre o umbral dum leito.
Relembro-o pela terra, os frutos, as formas macias
do respirar do vento como em teus olhos de alecrim.
E nunca hei-de renunciar ao seu apelo mágico,
para não desmerecer, num sonho, o teu pretérito.
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....Este poema pertence a "TRANSPARÊNCIAS",
....e segue na aquisição do meu mais recente livro,
...."ARABESCOS" (a título de oferta),
.....pelo preço global de 5 euros.
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........Ver postagem anterior (ou a de 1 de Março)