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sexta-feira, 2 de abril de 2010

AROMA VIRGINAL


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Abraçar o acto no seu corpo, no seu leito,
soprar-lhe a leveza rosa dum aroma,
enquanto dorme em sonhos a substância desta vida
noutras vidas, ou noutros mundos de outras vidas.
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Refazer a doçura tranquila das manhãs
interiores, o fio de luz que dá voz ao dia
por onde se estende o legítimo anseio das aves
,
e em gestos de outros rostos esbatidos
e uma pequena imagem de lembranças,
regressar à mágica simplicidade das origens,
a pureza chã, rústica, do aroma virginal.

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Publicado em TRANSPARÊNCIAS, Ed. AJEA

terça-feira, 11 de março de 2008

POEMA À MEMÓRIA DO TEU CORPO


ç

A memória do teu corpo é a paisagem dum tumulto

um cântico absorto antes de arrebatadas chuvas.

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Traz o vestígio incandescente dos mares de levante

a ardência duma praia restituída de lembranças.

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É uma semente a colorir os teus quadris de incenso

uma celebração ofegante sobre o umbral dum leito.

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Relembro-o pela terra, os frutos, as formas macias

do respirar do vento como em teus olhos de alecrim.

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E nunca hei-de renunciar ao seu apelo mágico,

para não desmerecer, num sonho, o teu pretérito.

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....Este poema pertence a "TRANSPARÊNCIAS",

....e segue na aquisição do meu mais recente livro,

...."ARABESCOS" (a título de oferta),

.....pelo preço global de 5 euros.

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........Ver postagem anterior (ou a de 1 de Março)