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terça-feira, 6 de maio de 2008

POEMA AO PÂNTANO DO SOL

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Esta indolência do ar,

o calor ainda húmido da terra

aberta a um olhar fecundo


que apodrece o pântano do sol

em imagem de poeiras imprecisas

pairando à luz do dia


como um tímido cristal

reflectindo a luz na brisa -


águas breves

caindo sobre a fronte


escorrendo

para o interior dos olhos indolentes

de quem conhece a terra

coberta pelo sol.



inédito

terça-feira, 4 de setembro de 2007

POEMA ÀS FLORES DE OUTONO

...................................................
..........Agora vou reclinando o corpo
..........entre a terra e as estrelas.

..........O espaço é breve
..........para a brisa do mar
..........que ainda soa.

..........E no entanto adormeço
..........no meu sonho,
..........sereno de harmonias

..........incendiando o fino pó
..........da terra
..........com estas flores violentas,
..........exíguas, do outono.

..........em Transparências, ed. AJEA