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sexta-feira, 29 de julho de 2011

POEMA ÀQUELE SILÊNCIO

.
Inúteis as palavras voam
sob o verme escaldante da poeira
 .
que em fogo rebentam pelo vento
dos olhos do exorcista
na cidade.
 .
Tal o rosto do teu sossego
a notícia inscrita
em teu silêncio.
 .
E assim te quero
– liberto
no chão lavrado
da semente  –
 .
calmo   destroços
frágil pavio
ardendo sobre um mar
de frio.
. 
em O FRIO DOS DIAS, esg

terça-feira, 6 de maio de 2008

POEMA AO PÂNTANO DO SOL

.

Esta indolência do ar,

o calor ainda húmido da terra

aberta a um olhar fecundo


que apodrece o pântano do sol

em imagem de poeiras imprecisas

pairando à luz do dia


como um tímido cristal

reflectindo a luz na brisa -


águas breves

caindo sobre a fronte


escorrendo

para o interior dos olhos indolentes

de quem conhece a terra

coberta pelo sol.



inédito