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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

OS TEUS OLHOS

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Os teus olhos perpetuavam a lembrança dos grandes rios

perpassando na bruma antiquíssima da montanha

e tinham o silêncio trémulo transparente das estrelas

que se extinguem ao clarim da aurora

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Os teus olhos tinham a serenidade dos grandes dias

iluminando a cinza prateada das escarpas

na cor serena tranquila das memórias

que renascem ao clarim da aurora

.

Os teus olhos tinham o sussurro rumorejante das ervas

onde crescem os ventos ágeis da planície

a luz milenar da manhã primeira

que me acordou ao clarim da aurora.

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

AZUL DOS PÁSSAROS

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Sonhamos voar azul dos pássaros –

uma grinalda branca para enfeitar um rosto de mulher,

um cavalo de sangue lusitano no coração dum réptil.

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De tempos a tempos desenterramos um diamante

dentro duma ostra

(que nunca nos pertence),

mas resistimos

-

porque as águas caiem escorrendo sobre a fronte

porque a cidade se estende no interior

das árvores

porque as árvores se justificam na solidão dos ares.

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em "Transparências", ed AJEA, 1999

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

POEMA LONGO

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CIRCUNCICLO

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I

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Por toda a terra

por sobre todas as suas alucinações

e escombros

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pelo delírio

que é a engrenagem fugidia do ar

e suas cores de incenso e fogo

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pela vida e pela morte dos símbolos

e da roda simétrica de fortunas e ocasos

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a roda que rola na roleta

o rolar lilás dum sonho..


Pela voraz decrepitude das formas

e suas deambulações sobre as águas

trazendo uma lágrima aos nossos olhos

e o esmorecimento ao fogo e ao incenso

-

na casualidade dum átomo

que oscilou

entre a matéria e o frágil magistério

das essências

que povoam os ares

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e que habitam o ardil das folhas das árvores

num rosto filtrando um raio de sol

uma migalha de luz

agitando o correr das águas

e se esbatendo sobre o limbo tranquilo

do rio

dentro do nosso sangue.

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Pela veloz sincronia do tempo e das chuvas

chuvas de águas e pó

de vulcões ardendo no magma

interior dos nossos corpos

como um fogo emergindo das cinzas

cinza que fomos antes de ser fogo

anterior à ideia que temos do corpo

..

formatados ao rochedo da montanha

no móvel desafio das areias

e seduzidos à lama e ao barro

onde nascemos da afinidade do pó pelas águas

no seu ministério de construir ficções

de água e pó

.

e que fez antigas ânforas

de marinheiros e mitos

afundados no Egeu e em Creta

donde emergiram as nossas ficções

ou na longínqua noite

de ignoradas estrelas

que brilharam na infância do tempo

..

este é o homem que somos

.

um incêndio

desde a noite mágica dos sonhos

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e como os deuses do barro caminhamos

por sobre o barro feito luz

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o sonho dos deuses do barro que fomos

refeito em luz

no quotidiano ciclo dos fascínios

o fascínio de ir refazendo o quotidiano.

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(...)

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(excerto do 1º CANTO, dum poema de 518 versos)

inédito

sábado, 27 de dezembro de 2008

poema em plástico

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...............Em plástico me embrulho

...............ou me plastifico;

...............e no meio do entulho

...............em plástico fico.

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...................em POEMETOS. I . (esgotado)




segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

POEMA DE NATAL

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Naquela noite fazia frio fazia pena
ver almas despedaçadas deitadas corpos entrouxados
dispersos nas calçadas luzidias do passeio das ruas
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Caía uma névoa fina que simulava chuva punhais
de raiva e resignação ou antes uma levada de mágoa
de murmúrios sem data sem fumo sem restos de cio
perdidos num mar de pedras nas calçadas da rua
.
Era uma noite de claustros tambores rufando clamando
os clamores da vida a náusea descrente na boca sofrida
o granito fundido já duro das lutas perdidas
pisado nos ossos nos ombros nos olhos que olham
as coisas por fora nas coisas por dentro
e as noites nos dias e os búzios na praia sem vento
soprando as pedras do passeio da rua
.
Doía a quem doía não fora a noite uma noite
de aprazimento em todas as aldeias da cidade
tempo de alegrias acepipes farturas alvarinho
em casas abastadas sobranceiras aos passeios da rua
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o mais vago grave desígnio dum oráculo de plenitude
na inocência das crianças nas crenças na sentença
dos mecanismos que levam ao enternecimento
por ver a chuva a cair sobre corpos alheios
prostrados enrodilhados no manto do passeio das ruas.
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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

POEMA EM NOVEMBRO

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POSTAIS ILUSTRADOS # 6
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Clique para melhor ler
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a luz breve escoando os restos do vidro
a luz leve moendo a cânfora dos olhos
a luz neve abrindo o pântano do sol
 

terça-feira, 4 de novembro de 2008

POEMA À LUA

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...........................“Vista do espaço

..............................a Terra é azul”.

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.....Os poetas vivem na Lua.

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.....Por isso amam a Terra

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.....e escrevem poemas

.....ao seu azul infatigável.


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

VIAGEM ATRAVÉS DA LUZ

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As primeiras estrofes

do poema "Viagem através da Luz" (4.900 palavras),

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Transitamos através da luz

somos a pura contemplação da luz

a linguagem o cinzel dum barco

em perpétuas lúdicas viagens

ao interior dum mapa

-

e os nossos olhos acendem as manhãs

ébrios pela plenitude das manhãs

na linguagem alada dos sentidos e das seivas

-

buscam o segredo subterrâneo da alegria

por onde se estende o seio dos rios

as ervas que ecoam pelos caminhos claros.

-

São a nossa mais delicada ansiedade

mas também a nossa paixão as suas divagações

pelo oculto obscurecido dos olhos

que ignoram o modo sereno da luz e do pó

-

ou as imagens que fixam os contornos do tempo

em figuras intemporais seduzidas

pela linguagem das águas, o caos

do rumor do vento

na dimensão do céu animado pelo voo das aves.

-

E são os contornos da paisagem o nosso mundo

a nossa dedicada veneração

este modo quase ausente de persistir

na busca de formas transcendentes

de imagens de modelos de palavras

gémeas do abstracto imaginário dos nossos olhos

.

por onde guiaremos os passos

nas veredas insondáveis

da luz que se acende e apaga

a nossos pés

dentro de nós mesmos.

-

-(...)


sexta-feira, 24 de outubro de 2008

REGRESSO A CASA

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......
A passagem das horas

o perpassar dos dias
o lento fervilhar do tempo em seus artifícios
de claridade e sombras
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trazem-nos a este lugar preciso
de quietude
em ondulações de silêncio e apaziguamento.
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É aqui
onde deveremos reaprender
os festejos da luz
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a sombra do pecado original
dos fascínios
pelo regresso urgente
a nossa casa.
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inédito

domingo, 19 de outubro de 2008

PENA DE MORTE

Esta minha postagem 19 de Outubro, requer alguma informação suplementar.

Não é uma explicação do poema, porque o poeta não tem que explicar o que escreve. O poema, por si, deve ser suficiente e explicar-se a si próprio.

Mas ele foi escrito há muito tempo (2 de Maio de 1960) e refere acontecimentos que a maioria das pessoas de hoje não conhece, pelo simples facto de que muitas dela ainda não eram nascidas!

Desde 1954 que um cidadão americano de nome Caryl Chessman estava sentenciado à pena de morte, na prisão de S, Quentin. Travou uma longa luta contra a justiça, recorrendo a vários estratagemas e foi adiando o veredicto. Na prisão escreveu 4 livros, um dos quais, Cell 2455, Death Row, que foi um best seller na América e Europa Ocidental.

A questão, às tantas, para muitos, não era tanto aquele caso pessoal, mas a pena de morte, em si.

Figuras como Aldous Huxley, Robert Frost, Norman Mailer, um sem número de intelectuais de todo o Mundo, um prelado evangelista de nome Billy Graham, a mulher do presidente Roosevelt e tantos outros apelaram clemência para Chessman.

No entanto o prisioneiro haveria de ser executado em câmara de gás (com ácido cianídrico) a 2 de Maio de 1960.

Precisamente… no dia do meu aniversário!

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Em 22 de Outubro.




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domingo, 12 de outubro de 2008

FOGO AUSTERO

n
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A grandeza destas pedras vem do fogo austero
de magmas inquietos que subjugaram as montanhas,
reminiscências da antiquíssima viagem das águas
anteriores à ideia dum objecto modelado pelo tempo.

O que fascina é o seu perfil nebuloso, indulgente
perante o movimento dos sóis, os seus desígnios
no desvio dum olhar para o lado dos ocasos da luz.

O que inquieta é esta noção amarelenta do tempo,
as suas feições austeras imperfeitas desenhadas
nos veios deixados pela passagem das águas,
o paradoxo dos nossos dias idênticos absurdos.

Não há limite para as formas inacabadas do céu
as suas estrelas transgressoras da aventura temível
de erigir uma flor e destruí-la com um bafo de vento
vindo duma ciência chã, dum destino indecifrável
que se lê nestes fósseis da pedra, a impressão digital
dum deus desconhecedor dos segredos do amor.


em Terrachã, ed. AJEA

sábado, 4 de outubro de 2008

POESIA EXPERIMENTAL

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O DESENVOLVIMENTO DO POEMA
OU
POEMA PÓSTUMO DE MIM
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clicar na imagem para melhor ler o texto

Este quadro, em exposição, tem as dimensões de 65 x 32

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Muros

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Onde inventar um caminho legítimo
para o êxodo, uma porta entreaberta
respirando o ar que vem da terra?


Os muros da cidade sustentam-se
destas incertezas, destas cortinas
de fogo, este balbuciar de cansaços
inexactos, intranquilos como o fumo
esparso, dispersando vozes alheias.

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Não nos inclina a dureza das pedras,
a sua fiel sabedoria de intransigências.

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Mas tarde é inútil, para fingir exílios.


Hoje já é ontem, para o fim indiciado.

em Terrachã, ed. AJEA

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

BARCO

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Um dia era era barco

..............................e

...........estaria certo?

um barco é só barco –

fluxo madeira ferro..... fluido bandeira ferro

louco sistemático livre no mar redondo

à espera

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..................ah

eu era barco –

norte sem bússola..... forte sem música

e havia uma transcendência grave

na grande esfera.

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Pouco ou nada

........sinais quadrados números

........finais princípios fumos

........ah

pouco ou nada..... ou nada.

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........Vitórias vigília glória

........viragem ventos fúria

eu era um barco

vertiginosamente eu era um barco.....

só barco

só.

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No barco..... um dia..... vento vertigem

do fundo da fúria..... a fúria do vento

a origem

.

..........ah

meu barco..... num dia..... barco

total.

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Rugias oh vento

bramias oh fúria

meu casco partiu

oh frágil madeira

oh ferro já frio.

-

Lutei toda a noite

os meus passageiros

a carga fretada

................... ah

o porto distante

espera o teu nada.

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Fui um barco meditando

.... morrer no meu posto na luta do dia

.....voltar ao meu porto..... e um dia

.....ah um dia..... na fúria do ciclo

.....entregue à sucata;

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os meus passageiros..... deixá-los aqui

levá-los daqui ao porto distante

.....pra quê

.

.............ah

oh madeira oh meu ferro oh novíssimo nylon

......na luta do dia morrer no meu posto

......na fúria do ciclo voltar ao meu porto?


.............ah

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TENHO DE LER A HISTÓRIA DO MUNDO

.......................DESDE O PRINCÍPIO

domingo, 14 de setembro de 2008

CANTAI AINDA

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Cantai ainda, sob as árvores
à beira rio, entre noite e dia.

Que as chuvas vos acordem
num dilúvio
de gestos feitos de alegria.

A fresca madrugada
se abra à luz
sonora e alada.

E que seja brando o vento
dos dias caindo devagar
sobre o teu rosto

de olhar, por fim, a terra amada
à luz do sol resplandecente


na pura harmonia do poema.

em Poemas Soltos & Dispersos, volume I, ed.litoral

terça-feira, 9 de setembro de 2008

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À memória de Irene Silva
que foi dedicada companheira durante anos
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Retomemos o caminho de regresso
pela tarde que não volta ao lugar
donde partimos.
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Amanhã será noite.
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Nem o silêncio dirá a tua perda.
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Nem sequer a mesma árvore que se estende
pelas sombras até ao infinito.

Lírios e rosas não calam a memória
do tempo raso do retorno aos perfumes
que sopravam os teus olhos
em mar e serras.

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O horizonte acaba aqui:
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onde temos os pés
e a saudade.
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5 de Setembro de 2008 (entre Lisboa e Lagos)

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Volta a Portugal em Bicicleta (homenagem)

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Homenagem ao ciclista
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Corre pela planície sem fim,
ó aventureiro do deslumbramento
e do delírio das engrenagens

porque a roda obedece a um sistema de rodas
que aceleram o movimento das estradas
e o teu corpo é apenas um espasmo de esferas
pulsações, ácido lácteo e ureia
em busca da alegria!

A distância é o asfalto abstracto,
um fantasma de quilómetros sem medida
suspenso de imateriais sonhos de ir longe
sobre a ligeireza da miragem perto.

Corre, ó aventureiro,
pelas veias do país,
pela planície abstracta do teu contentamento,
do teu delírio de ir longe, além da miragem
do movimento da estrada rasa,
para desvendar seus frutos
e a raiz inquieta da tua alma!

(Peço desculpa a todos os amigos blogistas, por não estar a responder a todos os comentários mas, neste momento encontro-me muito limitado e com difícil acesso a um computador.)

domingo, 3 de agosto de 2008

postais de poesia

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clicar para melhor ler o poema.
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O GIGANTE DA BAÍA
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nº 4 da colecção litoral, editado pelo Bar Lionheart, Lagos
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no livro "Lagos Ontem", 2ª edição da Câmara Municipal de Lagos

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

poema ao músico

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..............os músicos os músicos
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......ah os músicos que tocam música
.....................só pelo prazer
...................de tocar música