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terça-feira, 27 de maio de 2014

POEMA EM MAIO


Com seus tambores de fogo e cinza
o mel da manhã menino
de luz e sombra


rosto lesto rosto
de alísio ágil cio


O mês em que nasci.


A bruma e o sol.


O sul nascente.


O mar.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

POEMA EM MAIO

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Com seus tambores fogo e cinza
o mel da manhã menino
de luz e sombra.
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Rosto lesto rosto
de alísio ágil cio.
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O mês em que nasci.
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A bruma e o sol.
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O sul nascente.
.
o mar.

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em "A Palavras em Duas", 1983, esg.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

POEMA DE NATAL

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Naquela noite fazia frio fazia pena
ver almas despedaçadas deitadas corpos entrouxados
dispersos nas calçadas luzidias do passeio das ruas
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Caía uma névoa fina que simulava chuva punhais
de raiva e resignação ou antes uma levada de mágoa
de murmúrios sem data sem fumo sem restos de cio
perdidos num mar de pedras nas calçadas da rua
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Era uma noite de claustros tambores rufando clamando
os clamores da vida a náusea descrente na boca sofrida
o granito fundido já duro das lutas perdidas
pisado nos ossos nos ombros nos olhos que olham
as coisas por fora nas coisas por dentro
e as noites nos dias e os búzios na praia sem vento
soprando as pedras do passeio da rua
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Doía a quem doía não fora a noite uma noite
de aprazimento em todas as aldeias da cidade
tempo de alegrias acepipes farturas alvarinho
em casas abastadas sobranceiras aos passeios da rua
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o mais vago grave desígnio dum oráculo de plenitude
na inocência das crianças nas crenças na sentença
dos mecanismos que levam ao enternecimento
por ver a chuva a cair sobre corpos alheios
prostrados enrodilhados no manto do passeio das ruas.
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