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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Expirados são os Prazos
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
NAS LADEIRAS
Nas ladeiras procuramos a utopia
....que nivelou o chão das nossas vidas,
....o sol em promontórios procuramos
....para acalentar parábolas do amor.
....Procuramos a tranquilidade no delírio
....de interpretar enigmas perduráveis,
....mas o nosso destino alado só achamos
....na cerimónia dum beijo peregrino.
....Assim nos cercamos de águas frias
....caindo sobre a fronte desde a noite
....e morremos de mortes mal vividas
....pela vida que tivemos nos caminhos.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
DO QUE EU GOSTO
tremores de terra, relâmpagos
que enchem os céus de luz e dúvida,
e enlevo, pela extraordinária energia
que fez a vida dos bichos maiores
e dos bichos menores,
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ah, como eu gosto das tempestades
de neve e de areia,
os vulcões a jorrar
as entranhas do magma!
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Também gosto dos sóis violentos do sul,
as enxurradas do rio
trazendo a lama e o húmus,
as árvores e o inverno
antes da primavera doutras ervas.
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O que eu não gosto é ver
meninos de áfrica de pés trucidados
por granadas
e bombas B 52,
napalm,
odeio.
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O que eu gosto é do sabor violento
dos grandes temporais do mar
galgando a terra
com as suas enormes cores de frescura
e fantasia,
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o frio árctico das montanhas
dum deserto árido,
no meio duma floresta tropical,
adoro.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
POEMA À CASA
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Estes muros são a nossa casa,
o modo austero de preservar
o tecto
onde encontrar um refúgio, o alento
para dizer as palavras indizíveis.
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Aqui coabitamos com as dúvidas
que escondem um instante efémero,
uma noção solene do nosso tempo breve
para discorrer sobre os acasos.
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Transpiramos as sombras espessas
que chegam depois da exígua claridade
ofuscando o brilho dos nossos olhos
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para que o amanhã de novo se construa
por cima dos nossos restos da luz morta.
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domingo, 30 de março de 2008
POEMA JUNTO AO MAR
JUNTO AO MAR
Sempre encontrei a plenitude na plenitude junto ao mar.
Talvez (e talvez seja a palavra imprecisa por excelência/
assim uma irremediável certeza na dúvida certa/
um latejar súbito apressado inquieto coração/
ao impulso da adrenalina/) talvez, dizia,
junto ao mar sinta eu o ruído da terra o mais profundo
confundindo-se com o do mar
e com este o do meu pulsar inquieto coração
que trago debaixo destes olhos de horizontes.
o princípio das coisas e se prolonga
por subsequente cadência ou consequente inércia)
talvez, dizia, tenha eu o inconsciente lampejo
de omnisciente consciência abarcando o todo
a terra e o mar, e o meu ser de água e pó,
a inconsciente consciência que traz a plenitude
que só encontro plenamente na plenitude junto ao mar.
que mantém em equilíbrio o desequilíbrio constante
do meu sangue/ mar onde se acalma o desassossego
dos meus dias inquietos/ mar onde descanso o olhar
olhando olhando apenas a tua imensidade ó mar.
talvez
porque eu tenha nascido junto ao mar.