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Percorro esta paisagem com os olhos
e vejo grandes árvores perfiladas contra o vento,
mas o vento é a luz que esvanece nos meus olhos
as árvores que não vejo como vejo ou imagino.
Nos meus olhos há florestas
ervas que se erguem para ser árvores
no seio interior da paisagem,
esta paisagem que eu percorro com os olhos.
E é esse o caminho liberto a esvoaçar em bandos de aves
que vêm de longe, donde o vento sopra
o ânimo dum milagre feito mágica
de azuis e verdes no cinzento da minha terra.
inédito
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
JARDIM
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Faz-me falta uma janela que dê para o jardim
para que eu possa ver um jardim
quando vou à janela.
Assim fosse a predestinação dos meus olhos.
Assim escusava de levar esta vida
a desejar uma janela
que apenas imagino e vejo
com o jardim abstracto de meus olhos.
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Dez 2009
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