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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Vénus de Milo



O mármore,
o escopo modelar
acariciando as formas ideadas,
a maternidade feita vida
numa pedra.
 .
Sopro de helénicas
indústrias da perfeição
de olhar uma deusa nua
banhando-se
no Éden deste mundo.
 .
Serena descrição do amor,
ó grito abrindo a alma
para repensar a utopia
na pureza branca
duma pedra.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

POEMA A ESTA CERTEZA

É esta certeza que o tempo intercepta
– grave rumor do salgueiro ao vento
vento rumor próprio do tempo.

É esta certeza que o rio desenha
na água o vidro....no fundo a sombra
sombra da sombra que se faz na água.

É esta certeza que o vento impele
na água a folha ....no fio do tempo
tempo do tempo que o rio engendra.

É esta certeza que o rumor acende
e deixa no ar redemoinhos
círculos de vento que o vento leva.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

MEU LIVRO PROIBIDO



O meu livro de poesia “Os Sinais da Terra”, 
foi proibido pela Censura/Pide, em 1962, 
pouco tempo depois de ter saído. 
Fez 50 anos, que a notícia me chegou às mãos, 
por um amigo, dono duma livraria.
Aqui se mostra o boletim enviado aos livreiros, 
dando conta da proibição.
O livro consta da obra 
“Livros Proibidos no Regime Fascista”, 
da autoria de Maria Luísa Alvim 
e está catalogado com o número 360.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O PASSADO


 .
O passado não consente esperas
já vimos tudo de tudo o que era para não ver.
 .
E vendo nos apercebemos o que não veremos –
.
o que gostaríamos de ver
nem que fosse um dia só
 .
num poema.