PELAS TARDES DE SETEMBRO
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Pelas tardes de Setembro
quando à tarde o sol esmorece a exígua luz
e a luz se desfaz na penumbra dos meus olhos,
há um rumor no ar alucinado,
uma labareda de adultas asas de insectos adejando
o assombro que trará a bruma
às sombras da fatal melancolia.
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São os ecos dum naufrágio anunciado
em dissertações da ciência do tempo,
os sedimentos dos rios
em exercícios da matéria frágil das flores,
suas folhas perecíveis,
seus estigmas que vão no vento.
-
São as frases nunca pronunciadas
dum texto oculto desvendado
no declínio da voz inquieta
perturbada da terra.
-
Atentemos pois, nesse momento único,
nessa clarividência da luz clara
esses pedaços da sombra,
como vozes de antigas melodias
das árvores nuas, arrebatadas.
-
São a nossa própria essência,
um murmúrio das águas derramadas sobre a água,
vestígios de um cântico de paixão
sobre a terra chã, sobre o chão
que ecoa o nossos pés.
.
inédito
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terça-feira, 24 de setembro de 2013
PELAS TARDES DE SETEMBRO
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olhos,
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tardes de Setembro
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
POEMA EM NOVEMBRO
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Era Novembro e chovia na cidade.
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Pairava um halo sobre as casas
um fastio dulcíssimo nos corpos.
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Soavam fogos de harmonias
que falavam de outras eras
doutros sonhos, doutras águas
.
palavras que traziam novelos de palavras,
murmúrios, comércio de pequenas alegrias
que acendiam memórias doutros gestos
.
e uma flauta que ardia nos teus olhos
a melancolia esdrúxula de meus dias.
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Em "Causas de Habituação", a publicar
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