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domingo, 9 de dezembro de 2012

O PASSEIO DOS POETAS


O Passeio dos Poetas

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No próximo domingo, dia 16 de Dezembro, será inaugurado “O Passeio dos Poetas”, na Mata de Barão de São João, Concelho de Lagos.
Em dez pedras (que já aí se encontravam... desde o tempo dos dinossauros...) foram gravados dez poemas (ou excertos) de outros tantos poetas de Lagos.
São eles: Manuela Caneco, Pedro Magalhães, Fátima Santos, Domingos Pestana, Natividade Evangelista, Rosa Roxo, Paulo Galvão, Cláudia Silva e eu próprio, numa homenagem ao já falecido grande poeta Leonel Neves, com raízes nesta zona do Barlavento Algarvio.
Aqui fica, para todos, o convite para o evento.
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Eis o programa:
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Às  15h30, os poetas lêem os  seus poemas em frente de sua pedra.
... E haverá uma surpresa muito interessante...
Às 21h, concerto no Centro Cultural de Barão de São João: guitarra clássica, flauta e violoncelo, por Paulo Galvão, João Bandarra, Joaquim Galvão e Bruna Melia..
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Deodato, gravando um poema
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Os poetas

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O REGRESSO A CASA



Regressamos
como quem vem da distância,
na viagem breve.
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A nossa casa é ali
junto a esta ânsia
de olhar as coisas que são as nossas
      .    .      
o templo onde se constrói
um edifício de projectos
cozidos enleados em palavras
nunca ditas.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

ARCO ÍRIS

TU
. .
Lilases são os teus cabelos loiros
amarelos também teus ombros cinza
de azul tingirei minha alma gris
.
E se gosto tanto dos teus olhos
o verde intenso de teus seios
o rosa velho dos teus lábios
.
e me fica tão bem a alma azul
.
é porque demais gosto
das tuas cores variadas do arco íris

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Vénus de Milo



O mármore,
o escopo modelar
acariciando as formas ideadas,
a maternidade feita vida
numa pedra.
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Sopro de helénicas
indústrias da perfeição
de olhar uma deusa nua
banhando-se
no Éden deste mundo.
 .
Serena descrição do amor,
ó grito abrindo a alma
para repensar a utopia
na pureza branca
duma pedra.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

POEMA A ESTA CERTEZA

É esta certeza que o tempo intercepta
– grave rumor do salgueiro ao vento
vento rumor próprio do tempo.

É esta certeza que o rio desenha
na água o vidro....no fundo a sombra
sombra da sombra que se faz na água.

É esta certeza que o vento impele
na água a folha ....no fio do tempo
tempo do tempo que o rio engendra.

É esta certeza que o rumor acende
e deixa no ar redemoinhos
círculos de vento que o vento leva.