poesia vieira calado
,
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
O PASSADO
.
O passado não consente esperas
jÔ vimos tudo de tudo o que era para não ver.
.
E vendo nos apercebemos o que nĆ£o veremos –
.
o que gostarĆamos de ver
nem que fosse um dia só
.
num poema.
terƧa-feira, 16 de outubro de 2012
em "
LAGOS ONTEM"
, 2ĀŖ ed. CĆ¢mara Municipal de Lagos, esg
domingo, 7 de outubro de 2012
A FORMUSURA DOS LUGARES
Que fresca a formosura dos lugares,
a distância
aos meus dias de hoje, inquietos.
.
As Ɣrvores enfeitavam suas seivas
e os caminhos por onde andei
cresciam de alegria rente ao rio.
.
Suas Ć”guas paravam na planĆcie
que descia em folhas para o mar
,
e os meus olhos descobriam
a voz cristalina da fogueira
terra e barro, em que me atenho
e não descubro, por caminhos na cidade
os caminhos de outra idade.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
ESTAS MANHĆS
Estas manhãs de cores vivas, claras
que anunciam dilĆŗvios de alegria
e incendeiam os olhos, as margens da terra,
.
-
estas manhĆ£s volĆŗveis, terrĆveis de plenitude
por onde se estende um rumor de asas
transparentes de ritmos, de vertigens breves,
onde redescubro antigos horizontes,
-
.
estas manhãs mÔgicas de tranquilidade
onde inscrevo, no limbo duma pedra,
o nome verdadeiro, liso, das cousas.
.
em
TERRACHĆ
,
ed AJEA, esg.
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