Foi
inaugurado, no dia 16 de Dezembro, o “Passeio
dos Poetas”, na Mata de Barão de São João. Os poetas leram os seus poemas,
que ficam gravados em lajes que já aí se encontravam. Também plantaram uma
alfarrobeira, ao lado de cada pedra.
Na
que me diz respeito, pode ler-se a estrofe final do Poema À Alfarrobeira – uma árvore
típica desta região de clima mediterrânico.
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A minha alfarrobeira aqui plantada
transporta-me a um passado urgente
de cenas inacabadas,
idas em cinzas, em redemoinhos de ar,
ao outro lado dos vestígios das aras
primitivas
- a seiva rústica, primitiva, do meu
sangue.
(excerto)
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