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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

HAVANEZA











(
imagem do livro
)
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Quem os reconhece nesta imagem de ontem,

nesta transfiguração do tempo, neste lugar remoto?
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Em que acreditavam estes homens, quanta cisma
no rumor das suas vidas interinas, o temporal
de outras mesmas ideias à mesa duma tarde
que já é infinitamente noite para voltar
ao eterno comum das coisas simples de sempre?
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Que diriam da cidade de ontem, do país, do mundo,
quais seriam as suas convicções, a transfiguração
que adivinhavam no lugar limpo que habitavam?
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E como não entender a sua postura imperturbável,
nesta metamorfose do lugar, este tempo brando
feito de palavras lentas, gestos indefinidos
que nos traz a incerteza dum anoitecer sereno?
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em "Algarve Ontem", recentemente publicado.
* Ainda ao preço de lançamento: 5 euros, p.p.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

CELEBRAR A CASA

 .
Nunca é demais celebrar a casa,

o lugar onde mitigamos as nossas memórias,
a nossa simplicidade nas esperas.
 .
É o lugar para soletrar segredos à nossa própria impiedade,
num desespero secreto, alheio aos rumores que vêm
do mais fundo das trevas
onde mergulhamos a cabeça vigilante.
 .
Partimos dela para as lonjuras, a cisma e a ficção,
a utopia de estóicos logros.
 .
E recomeçamos pela madrugada
a contar os dias lestos que definham
no ar parado dos mistérios duradoiros,
na roupagem do silêncio e do enlevo
pelo infinito dum beijo prometido
.
em "Causas de Habituação", a publicar