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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

UM CAMINHO


Onde inventar um caminho legítimo
para o êxodo, uma porta entreaberta
respirando o ar que vem da terra?

Os muros da cidade sustentam-se
destas incertezas, destas cortinas
de fogo, este balbuciar de cansaços
imperfeitos, tranquilos como fumo
esparso, dispersando vozes alheias.

Não nos inclina a dureza das pedras,
a sua fiel sabedoria de intransigências.

Mas tarde é inútil, para fingir exílios.

Hoje já é ontem, para o fim indiciado.

domingo, 20 de janeiro de 2013

POEMA ILUSTRADO

A PEDIDO DE VÁRIOS CONFRADES,
COLOQUEI MÚSICA NO VÍDEO:
um extracto do Nocturno 3, de Erik Satie.


Este poema, agora em vídeo, 
faz parte do meu livro de miniaturas da exposição 
"As Cores do Poema", ed. Litoral, 2012
Em exposição, os quadros são em A3, com passe-partout e moldura.
No livro, estão em A5.